Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Esperando por mim. Beijei depois a sua boca. Viramos todas as esquinas. Não estava frio nem escuro, tava tudo tão você que o mundo era só isso. Mantive a concentração ao explorá-lo. Peço desculpas por ruborizar a timidez desconhecida. Há 10 segundos te conheço tanto e você sabe muito de mim. Já disse a idade – meu nome é lindo. Como é que entramos aqui? A porta do desejo está aberta; pela greta da janela entra luz e sai a fumaça do cigarro. Poucos são os que conseguem sorrir com sexo. Agora, isso – faz essa gentileza desconcertante de ridicularizar os outros. Se tornando tão interessante não disse sobre seu filme predileto. Posso adivinhar? A conquista pelo silêncio. Sorriu. Ai que silêncio! Derrama a cama nas mãos e nos levamos às respirações. Demora um pouco que a vida ofegante agora entra em ritmo com um corpo exibindo sincronissidade. Por detrás do travesseiro você me faz um pedido. Eu concordo – amigo. Já é tão tarde que amanhece. Lembro apenas da primeira vez que te vi e não me esqueço do último gesto, entre isso foram apenas detalhes. Não importa os acumulados segundos entre o que vivemos. Importa sempre o fim quando recomeçamos. Está aqui porque quer. Importa se o desejo finalmente se acumula ao fim. Bom dia. Chegou bem perto do meu peito. Atravessa a rua e memorizo seu nome para reaproximá-lo no seguinte encontro quando pronunciar também o meu.

3 comentários:

raso disse...

lindo

Nico Andrade disse...

Esperado por mim. Depois, sua boca beijou. Todas as esquinas foram viradas e desapareceram. Não estava frio, nem escuro, estava tudo você. Ondas de calor, asfalto triste frio. Mantive a concentração para seu inexplorado (corpo?). Não seja tímido – há 10 horas eu pensava te conhecer, hoje serei des-conhecido. Sua idade é uma ilusão, seu nome é o MAIS lindo. Todas as portas estavam abertas, por isso entramos. A porta do desejo não possui fechadura, pela mesma janela, corre o vento que congela os lábios. Apague o cigarro e beije. Beijei aqui, beije lá. Sex is only in your mind. Eu não consigo sorrir – post-coitum depression... Acende um cigarro para mim. Agora, isso – faz essa gentileza desconcertante de ridicularizar... os outros. Se torna tão interessante, mas não me disse sobre seu filme predileto. Posso adivinhar? Já posso ver as imagens na tela grande... A conquista pelo silêncio. Sorriu. O som dos anjos, dos loucos e das crianças. Ai, que sorriso! Derrama os lençóis sobre a cama, sobre meu rosto, me sufoca no escuro. Demora um pouco que a vida ofegante agora entra em ritmo com um corpo exibindo suas malícias. Por detrás do travesseiro você me faz um pedido. Eu discordo, concordando. Amigo. Já é tão tarde que amanhece! Cedo demais para a separação. Esqueço da primeira e da última, lembro apenas da conquista, o último gesto, os detalhes da união, os signos do afastamento. Foram segundos, horas, dias, meses, anos... Não importa. Importa somente o fim, quando recomeçamos. Estarei aqui, quando quiser. Bom dia, na base da sua orelha, mordiscável. Chegamos perto de alguma coisa? As ruas foram atravessadas, mas você continua do outro lado. Seu nome é a incógnita que repetirei sempre, enquanto durar esta lembrança.

mariana disse...

comentário vazio , o meu, para não quebrar tanta poesia do texto.
só mesmo para que saiba que comparto.

um beijo imenso , querido,
muitas saudades.

sexta estou ahi. quero te ver logo.