Não sou de amor
Sou de cinema
Não sou de beijo
Sou de fazer cena
Não é novela
Frame de lágrima
É real falsete
Qualquer coisa
Prosa podre
Lance de folhetim
Poema de principiante
Danço um tango
Faço um pacto de amante
Envolvo-me na hora errada
Fora do tempo
Desconfortado
Desconexo
Entupido de amor
Mil iras ao cupido
Busco algo descongestionante
Sinto-me desocupado
Por ter sido amor
E não amado
Mil vezes a liberdade
De alforriar-me do desespero
Melhor que amar
É se inconformar
Com esse quero-quero
Pão na manteiga
Xícara avulsa
E arranjo de Mesa
Eu coloco fogo nas cortinas
Porque tenho paixão corrosiva
Anéis de atração sideral
Sem fazer sofrer o santo
Já me acostumei com o transtorno
De me apaixonar por tudo
Ruído
Carta anônima
Caso predestinado
Sem chorar nenhuma vela
Sento calado, espero
Acalmar em mim
A puta cinderela
Segunda-feira, Abril 21, 2008
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5 comentários:
lembrando de música do magneta lane, constant lover. é claro, em revival melancólico de *antes te conveço do meu drama/ depois te levo pra cama* + a foto foda. mucho amor bjo-te-ligo.
estou tentando parar de você,
mas eu simplesmente não consigo!
meu vício é um ciclo vicioso
sustentado por suas palavras.
eu me rendo! rs
__ H!
hugolima.letras@yahoo.com.br
Amigoooo...Adorei isso aqui!
Putz!!
minha gratidão é sem tamanhos.
moda e poesia, poesia arte e moda...
não sei se são coisas distintas
ou se, de fato, estão interligadas.
só sei que, em mim, uma complementa a outra
como se se completassem na rima.
troquemos maiores impressões.
escreva-me, Thiago:
hugolima.letras@yahoo.com.br
aquele abraço!!
O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste
Só eu
Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço.
Eu penso e posso
Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei
Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro
gilberto gil
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