Quinta-feira, Maio 29, 2008

Nunca que voltar foi como antes
Pois viu um sol por detrás dos velhos óculos
Uma busca forçada sem remédio
Até se prestaria a não pensar
Pensar talvez e não pensar igual
Ouvindo blues pela estrada
Tardando clima, visão e poeira
Rasgam-se dois caminhos
O pesado do amor
O pesar dos pesares
A parada da dor
Os olhares na curva
Nunca que foi
Dito
Escrito
Nunca
A dádiva do nunca
Por não ter sido
Assim nunca desfrutado
É um amargo de dentro
Um estranho conforto
Como se apagasse o corpo
Velozmente
Trocando de estação
Voando
Imaterial o corpo
Só por detrás dos velhos óculos
Vai recusar
Vai ouvir blues
Mistura de um velho filme western e água com açúcar
Maldito, malvado, malvisto
E não pensar
E ser sincero é ser só
Sinceramente... sinceridade servirá a todos no mundo?
E está fadado ao enfadonho
Que antes é a resposta antes de perguntar
Se a volta é para nunca mais voltar
Vontade de explicar
Mas tudo bem por detrás das lentes
Vai recusar
Vai ouvir blues

2 comentários:

Mariana disse...

ah...lindo texto! como sempre... encontrar com vc ontem foi a energia q precisava pra seguir bem a semana! amo demais! beijo.

Lucas dos Anjos disse...

Legal seu blog.

Abraço.