Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

Fui um vampiro

Mas foi você quem me bebeu

Lentamente

Um corpo cósmico

Evapora-se

A dilatação contínua de seus poros

Pêlos

Pele

Lua em náusea

Transe solar

Nem teus óculos escuros escondem tua noite

O corpo samba numa faixa de areia

Meio Caio

Meio Cazuza

Meio cacetada

Meio cara amigo

Meio caralho aí e tal

Meio castanho

Meio carinho

Meio casa

Meio castrado

Meio coração

Pupila dilatada que nada

Charme de agredir o mundo

Pancadão filosófico

Essência cuspida no rosto de outro

Do colchão furado que é quase um vazio

Enfia o dedo no vazio porque me seduz

Pede

Beija

Dorme

Como se qualquer mar fosse azul daquele tanto

E todo dia começasse daquele jeito

Só reclama da raiva

O resto todo é fácil

O mundo reduzidinho ao mau humor

A língua coça o céu estrelado

Tua nuca

Tua fuça

Teu planeta “qual é!”

Envolvente

O branco do dente

A ponta do dedo

Tua pele é James Dean

Queimei todo meu rock

Aconteceu de achar perdido o pôr-do-sol

Soprou o destino não desperdiçado

Inverte-se amando acordado

Nada de romance, senha, telefone

Por nenhuma virada de esquina sai imune

1 comentários:

maria lutterbach disse...

ele é carioca, ele é carioca