Quinta-feira, Outubro 15, 2009
A nova novela está ruim de aceitar
Se os lábios tiverem que se encontrar
Como vai ser desplugar tudo?
Coração mente e corpo
Pirei na proporção do que é sexo e amor
Te vi pirando sem saber
Levar em conta leva muito
Agora conta tudo para mim
A mesma história
Vou botar fé e agüentar por opção
Vai deixar o coração em vão?
Vai querer sabotar tudo
Um míssel anti-amor no seu terreiro
Depois não me chore o ombro inteiro
Cada um deve saber o que merece
Pronto para mais um feriado
Quadrante sufocante
A lembrança velha, enrugada
Poderia eu permanecer sem temer
E passar ileso ao meu passado paralelo
E passar sem um sorriso
Sem passatempo
Está dado o jogo
Você joga
Está dado o fogo
Você se queima
Está dado o entusiasmo
Você me ama
Você que curte o meu pau duro
O meu humor negro
A minha pilha de livros e revistas que te faz espirrar
As estantes cheias de câmeras ocultas a nos fotografar
Sexo, álcool e romantismo
Seu ‘risco and roll’
Jazzido, temido... ainda procurado
Tentativas de estabelecer planos
Amenizar enganos
Eu não to a puta da sua luz vermelha
To rezando a missa toda – não a metade
Encaro a real
Aceito pagar sem troca
O preço de estar disposto
Aceito teu corpo
E vejo você abraçando o meu
Sabemos o que fazemos a nós mesmos
Só não me deixe recado na secretária
Só não me peça para não te beijar tanto
Agora saiba que a luz se apaga
E careta nenhum chupa o meu pau
Não ache que você é dos reis
Posso receber outros com pompas imperiais
Charme incógnito seu nome
Cheiro familiar da sua roupa
Cama desnuda
Armadilha feita em silêncio
Cruza a rua sem ver os carros
Volta para casa e fecha a porta devagar
Agora sente a falta da futilidade
Eu no escuro te salvando com piadas
Eu com a maior calma do mundo
E você finge não pensar em nada
Terça-feira, Outubro 06, 2009
Segunda-feira, Julho 20, 2009
Mais que eterna
A cidade coroada no coração
Aí está e não existe
Estou a mirar teus homens
Tenho uma ponte iluminada
Passeiam amores e vertigens
Engano-me do que seria único
Único é aquilo que teria esquecido
Porém teu beijo me dá tua alma
Devolvo um carinho com gosto de vinho desperdiçado
Sinto-me á vontade no escuro
Fim do mundo
O que é que temos?
O que é que tem?
Beijar-te não pesa
Posso levar sem sentir
Posso escolher os pesos que gostaria
Nada é verdade
São só camadas alucinantes de paixão
Vou até o destino
Está incrustado
Como pedra na terra
Porém solto
Não temos acento certo
Me deste um vocabulário imaginário
Acentuo com circunflexo o amor
Estendo tudo até que tudo seja bem caseiro
Rompe-se quando nos soltamos
Pouco a pouco espero chegar aviso teu
Deixamos Oiticicas e Fridas em vão
Dou o melhor de mim
O mesmo vindo do seu jeito
Entre um tango e um samba
Um oásis de linda melancolia
Sexta-feira, Julho 17, 2009
Jurados de amor no cimento
É bobo pra depois de tanto lamento
Ser segredo em forma de sentimento
Pensar que já existiu troço espontâneo assim
Você chega e conta do sol
Lembra do parque a que fomos tantas vezes?
Eu e você
Você e o outro
O outro e eu
E também todos nós
Juntos
Eu que num segundo engoli a amargura
Você que me contou dos seus lances
Os romances mais perfeitos
Você que nunca deixou de fazer carinho na orelha de ninguém
Sua mãe que te contou e te pergunta até hoje onde está seu amiguinho
Devastadoramente singelo
Inaceitável
Crime que você comete de novo comigo reclamando
“Não acredito mais no amor”
Este amor que tudo te deu
Breu, beijo e adeus
Sorte, calor e amizade
De tanto abraçar outros nas tardes chuvosas
Você me beija com o beijo de quem quer me ter
E que lua te deu?
E porque com esta idade você é capaz de tudo isso?
Qualquer coisa
Plantações de morango em Vênus
Minha kriptonita inversa... compartilhamento de zinco
Posso de novo acreditar
Em algum lugar há um amor
Do meu, do outro, partindo de alguém
Com tamanha força e partindo do nada como bobagem qualquer
Você leva o amor a sério demais
Te empresto uma toalha para se enxugar e voltar pra vida
Uma vida lá de fora
E aqui dentro – contundente
A falta de luz merecida
Meia noite dormida
Um elogio
Eu acredito
Favor não me esquecer
Tipo que...
Tatuagem vagabunda de chiclete Ploc
Não conta pra tua mãe
Eu até hoje não contei pra minha
Guarda tudo até a próxima vez
Que vai ser legal demais
Segunda-feira, Julho 13, 2009
O que vale é só a troca
Pois quando está aqui se dissolve
Em mim
Em tudo
Em nada
Em nunca
Em razão
Em ilusão
O que vale é só a troca
Pois quando você vem e nem sabe por que está aqui
Quer-me
Suga-me
Chama-me
Distrai-me
Abstrai-me
Eclipsa-me
O que vale é só a troca
Pois quando você vai com cara de quem não volta
Destrói-se
Apedreja-se
Remói-se
Manifesta-se
Divorcia-se
Se eu quero
Quarta-feira, Maio 20, 2009
Mundo muito agudo
De que agudo você veio?
Um agudo oco
Um agudo morto
Um agudo fôlego
O porém do onde
Será que existe?
Veio-se agudo
Que agudo seja
Porém não mais que a voz
Que a voz do fundo
Fez-se a voz do mundo
Calou profundo agudo
Engoliu tudo
Vomitou mundo
Desfaz o tom
Guarda segredo
Um criado mudo
Um sentimento torto
Mais que algum segundo
Para mover o mundo
Um agudo meu
Domingo, Março 22, 2009
O Méier pra lá do Jardim de Alah
Indo e vindo pelo canal
Correspondo-me com o Cristo
Vejo-o abraçando a noite
Abraço um estranho também
Se de cima o Cristo pode ver o Méier
Eu não
Mas aqui debaixo confio
E não só vejo
Acredito na ilusão
E o Méier é ali
Depois do Canal
Depois do Jardim
Abre vontades
Mescla ondas de calor
Sela o silêncio
Esconde a verdade
Muda a geografia do coração
Rotas inesperadas
Confunde o próprio espaço
Redimensiona o Rio que sinto
Fecha os olhos e sussurra: Méier
Lambi seu Love
Por acaso no pescoço
L.O.V.E
Times New Roman
E eu que nunca fui à apoteose
Fui direto ao Love certo
Com carinho de quem me conhecia
Com certa timidez inesperada
Um palpite de uma amiga
Música certa para momento certeiro
Sentia os beijos no pescoço
Quisera gravar seu Love em mim
Cravando foi
Love me
Love you
Love all
Love Rio
E eu que nunca fui à apoteose
Sei agora o que é Sapucaí
Nem de samba e nem de rock
Deixei surdo o corpo todo
E você lançou seu Love em mim
